
O que vai acontecer com o Carrefour na Bahia e Ceará?
Em 2024, a bandeira de hipermercado Carrefour – a principal do grupo no Brasil – encerrará suas atividades na Bahia e no Ceará. Além disso, o grupo vai fechar diversas lojas da bandeira no Sul (Rio Grande do Sul) e Sudeste (em Minas Gerais). A decisão foi anunciada em dezembro passado.
No mercado baiano, cinco dos seis hipermercados localizados em Salvador e Vitória da Conquista devem ser fechados e apenas um será convertido em Atacadão, bandeira de atacarejo do grupo.
No Ceará, as unidades de Maraponga e Fátima, em Fortaleza serão convertidas em Atacadão e a unidade em Washington Soares, também na capital, será transformada em Sam’s Club, antigo clube de compras do Walmart e que agora integra o Grupo Carrefour.
Já o hipermercado da avenida Bezerra de Menezes – adquirido ao BIG – será fechado, poucos meses depois de ser convertido em Carrefour.
Em novembro de 2023, o grupo já tinha sinalizado para a conversão, entre 2024 e 2026, de 40 hipermercados no Brasil em Varejão e lojas do Sam´s Club, mas a proporção que essa mudança tomou, incluindo o encerramento de operações, foi muito além do esperado pelo setor.
Novo Atacarejo dispara em PE e PB
Enquanto o Carrefour se retrai, o Novo Atacarejo, que tem apenas quatro anos, entra no ranking de 20 maiores grupos do segmento no país. A companhia surgiu da união dos grupos empresariais mineiros SFA e Super Cidades. Mas se define como “uma rede nordestina com matriz pernambucana”, já que o escritório central está localizado no bairro de Boa Viagem, em Recife, e todas as lojas estão no Nordeste.
A primeira operação do grupo foi inagurada em 2019, na cidade de Carpina, a 58 quilômetros do Recife, e em 2020 a rede entrou na capital pernambucana. Atualmente, o Novo Atacarejo conta com 27 unidades em operação, em 22 municípios de Pernambuco e Paraíba, mercados em que responde pela geração de 3 mil empregos diretos. O mix de produtos, incluindo a fabricação própria, chega a 9 mil itens.
Só em 2023, a rede abriu nove lojas. Questionada se poderia aproveitar o desinvestimento do Carrefour na Bahia e Ceará para entrar nesses estados, a empresa não respondeu.